(Source: efeitoscolaterais)
“Quem nunca foi rotulado, ergue o braço! Ok, ninguém. Todos são rótulos. Eu, você, o vizinho do 520 e o resto do mundo. Se brincar, arrisco até dizer que os bebês da atualidade já nascem carimbados, projetando o velho ditado — Filho de peixe, peixinho é —. Isso me enoja, é totalmente repulsivo principalmente quando o faço sem perceber. Os humanos tanto se vangloriam em relação aos outros animais por serem racionais, mas não agem como tais. Rotular é uma questão absurdamente irônica. Passamos a maior parte de nossas vida em busca de independência, carregando uma ficha de dependentes e não adianta fugir disso. As pessoas precisam de outras, embora neguem. Precisam do afeto e de mais além. Têm necessidade de reconhecimento, de agrado, de destaque. É exatamente essa necessidade que justifica a existência de “grupos sociais”, que são tachados de acordo com o que representam. E rotulamos de acordo com o que nós consideramos como ameaça, o que na maioria das vezes, não passa da nossa própria hipótese. Porque afinal, essa cisma de não aceitar a preferência, a crença, o estilo, que se difere do seu? Alguém por acaso te obriga a gostar do oposto do que você considera aceitável. Não. Ninguém tem esse direito. Para ser mais direta, ninguém tem o direito de se meter na vida de ninguém. Cada um que cuide do seu, pois Deus te fez humano com uma só vida pra cuidar, não um gato com sete. Ou vai ver que vieram na forma errada e se acham tão fortes a ponto de criticar o esforço do outro em carregar seu fardo, como se pudessem fazer melhor. Mas rotular é também uma questão instintiva. Em parte. É justificativo quando acompanha a nossa necessidade de nos diferenciarmos. Isso não me incomoda. O que faz meu sangue ferver nas artérias são os rótulos ofensivos. Não há nenhuma explicação aceitável para isso, além disso, é errado generalizar. Sempre há um diferencial no meio da galera. Ainda mais, imagina se ‘a girafa’ vira modelo? Se ‘a gordinha’ emagrece e se a ‘magrinha’ virar um mulherão? É… E virando o jogo para o lado positivo ser rotulado é ser percebido. O diferente só chama atenção porque não há nada de especial em ser padronizado. Então ser rotulado é bom porque esclarece que você não é só mais um na multidão e é ruim porque rótulo é rótulo. Afinal se somos rotulados ou não, nossa sensação é sempre ruim. Pertencer a um grupo ou ‘tribo’ é mais que preciso, é obrigatório. Quem é exceção acaba sendo tido com ‘excluído da sociedade’. É quase como não exercer seu papel como cidadão. Mas voltando ao assunto, rótulos são apenas mais um assunto que a sociedade reverte para o lado negativo, e se tratando disso, nunca vou compreender como isso pode ser bom para alguém. Não cabe a mim julgar ninguém por qualquer fator que seja. Não é da minha conta quem usa roupa demasiadamente colorida e vive com lágrimas nos olhos, quem usa rosa da cabeça aos pés e quer cintura de Barbie ou quem vive de preto com um milhão de tatuagens e pierciengs sobe o corpo e se sente confortável com o som das batidas estrondosas da bateria e da guitarra. Afinal, eu também possuo uma personalidade divergente e faço parte de um grupo social e tenho um desejo em comum como todos vocês. Respeito.” — Gabriela L. (T-rapeze)
Cometa bobagens. Não pense demais porque o pensamento já mudou assim que se pensou. O que acontece normalmente, encaixado, sem arestas, não é lembrado. Ninguém lembra do que foi normal. Lembramos do porre, do fora, do desaforo, dos enganos, das cenas patéticas em que nos declaramos em público. Cometa bobagens. Dispute uma corrida com o silêncio. Não há anjo a salvar os ouvidos, não há semideus a cerrar a boca para que o seu futuro do passado não seja ressentimento. Demita o guarda-chuva, desafie a timidez, converse mais do que o permitido, coma melancia e vá tomar banho de rio. Mexa as chaves no bolso para despertar uma porta. Cometa bobagens. Não compre manual para criar os filhos, para prender o gozo, para despistar os fantasmas. Não existe manual que ensine a cometer bobagens. Não seja sério; a seriedade é duvidosa; seja alegre; a alegria é interrogativa. Quem ri não devolve o ar que respira. Não atravesse o corpo na faixa de segurança. Grite para o vizinho que você não suporta mais não ser incomodado. Use roupas com alguma lembrança. Use a memória das roupas mais do que as próprias roupas. Desista da agenda, dos papéis amarelos, de qualquer informação que não seja um bilhete de trem. Procure falar o que não vem à cabeça. Cantarolar uma música ainda sem letra. Deixe varrerem seus pés, case sem namorar, namore sem casar. Seja imprudente porque, quando se anda em linha reta, não há histórias para contar. Leve uma árvore para passear. Chore nos filmes babacas, durma nos filmes sérios. Não espere as segundas intenções para chegar às primeiras. Não diga “eu sei, eu sei”, quando nem ouviu direito. Almoce sozinho para sentir saudades do que não foi servido em sua vida. Ligue sem motivo para o amigo, leia o livro sem procurar coerência, ame sem pedir contrato, esqueça de ser o que os outros esperam para ser os outros em você. Transforme o sapato em um barco, ponha-o na água com a sua foto dentro. Não arrume a casa na segunda-feira. Não sofra com o fim do domingo. Alterne a respiração com um beijo. Volte tarde. Dispense o casaco para se gripar. Solte palavrão para valorizar depois cada palavra de afeto. Complique o que é muito simples. Conte uma piada sem rir antes. Não chore para chantagear. Cometa bobagens. Ninguém lembra do que foi normal. Que as suas lembranças não sejam o que ficou por dizer. É preferível a coragem da mentira à covardia da verdade.
(Source: acalento)
Aaaaaargh! Já chega!
Eu não vou discar uma ambulância, não vou pedir ajuda, porra! Eu tenho dois braços e duas pernas! Vou curar meus males sozinha, caso contrário, mudo até meu nome. Se bem que nem gosto muito dele mesmo, então. Tanto faz. Tanto faz se você quer me ferir com os espinhos das suas palavras! Tanto faz se o Flamengo tá devendo dinheiro para os jogadores, tanto faz se a Grécia tá falida! Nenhum deles reparou em mim em momento algum! Tanto faz se você vai sair do colégio com profissão formada e eu nem sei o que vou fazer da vida! Isso, tanto faz! Pra que toda essa merda se eu nem sei se estarei vivendo amanhã? Pode ser que as flores parem de desabrochar e o céu não queira mais ser azul. Porque a vida é uma tempestade imprevisível. O cara da previsão de tempo às vezes diz que vai fazer sol e acaba fazendo chuva. Ninguém tem certeza de nada. Nem eu. A única certeza que eu tenho é que eu vou me ferrar. Sim, o tempo todo. E que posso morrer lutando pela felicidade, posso não encontrá-la… Mas não vou ficar com título de vascaíno não! Nada de vice, meu destino é o primeiro lugar. Nem que seja no fracasso. Enquanto o dólar muda de valor todos os dias, eu fico aqui no meu mundinho que parece nunca mudar. Mas muda. É que a tonta aqui nem percebe. Tá preocupada demais amando, distraída demais para notar todos os pequenos detalhes na vida. Tic tac. Tic tac. Tic tac. Sabe o relógio? É, esse objeto irritante? Ele não tá nem aí pra mim. Nunca vai pausar um minutinho para eu respirar. Deus não me enviou uma máquina do tempo porque… Eu não mereço. Eu tenho me criticado demais, me magoado demais. Não saberia consertar as coisas, continuaria estragando tudo. Arruinando momentos… Tanto faz. Essa é a palavra chave para seguir em frente. Tanto faz se o Tiririca tá em Brasília, se nem é alfabetizado direito e eu que me mato de estudar não tenho nem um emprego decente. Tanto faz se meu ex-namorado já tá em outra faz tempo e eu continuo encalhada. Tanto faz se o demônio existe (quem é esse?). Tanto faz se a minha dor tá difícil de carregar… Esse vai ser o me lema usado para um monte de coisas. Tanto faz. Estou desativando uma parte de mim que me impede de… De ser eu. Que me atrapalha na hora de sorrir. Estou desligando meus traumas. Estou dando uma faxina na minha vida. Sem utensílios, sem aspirador de pó, sem bosta nenhuma. Só usando a cara e a coragem.
(Source: amazing-ic0ns)
Não explique.
As pessoas só escutam mesmo o que querem escutar.
(Source: futura-esposa)
- Britain: Excuse Me
- Mexico: Perdon
- Italy: Permesso
- France: Pardon
- America: Move
- Canada: I'm sorry
- Brazil: SAI DA FRENTE, CARALHO!
(Source: wild-and-evil)
